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terça-feira, 13 de setembro de 2011
Sobre o ato de Escrever
"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo pra mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando." (Clarice Lispector)
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Alma de Pérola
Entre o manto e a concha, inflama o corpo estranho.
Envolvendo em camadas, madrepérola forma a pérola.
Orgânica origem, esférico e duro corpo, assim como o mundo, assim como na vida...
A ostra combate o invasor e nessa luta, nasce a gema pálida, fosca e depois brilhante...
Porque a dor redime e o amor transforma. A lágrima lava, o sorriso consola.
Fui grão de areia, agora sou cobiçada. Já fui verme, hoje sou valorosa.
De madre passei a pérola, forjada na clausura do casulo, nas espumas do imenso mar.
Tal qual a Vênus recém-nascida, parida pela concha protetora,
me lanço ao mundo pra disseminar amor, em seus multicoloridos tons,
ao bel prazer da luz, de minha própria luz e das canções que há em mim.
Igual ao Luthier apaixonado, a marcar seu violão com desenhos multiformes,
Sigo incrustrando em minh' alma, que vibra a cada canto, que pulsa a cada encanto, que sente, sofre, transmuta, que fala, que cala... sigo incrustando, uma a uma, as pérolas do meu eterno viver, no tom que eu bem escolher!!
by Za
Escrito na madrugada de 30.8.2011
Para Eliana Printes, cantora de minha terra que tanto admiro.
Envolvendo em camadas, madrepérola forma a pérola.
Orgânica origem, esférico e duro corpo, assim como o mundo, assim como na vida...
A ostra combate o invasor e nessa luta, nasce a gema pálida, fosca e depois brilhante...
Porque a dor redime e o amor transforma. A lágrima lava, o sorriso consola.
Fui grão de areia, agora sou cobiçada. Já fui verme, hoje sou valorosa.
De madre passei a pérola, forjada na clausura do casulo, nas espumas do imenso mar.
Tal qual a Vênus recém-nascida, parida pela concha protetora,
me lanço ao mundo pra disseminar amor, em seus multicoloridos tons,
ao bel prazer da luz, de minha própria luz e das canções que há em mim.
Igual ao Luthier apaixonado, a marcar seu violão com desenhos multiformes,
Sigo incrustrando em minh' alma, que vibra a cada canto, que pulsa a cada encanto, que sente, sofre, transmuta, que fala, que cala... sigo incrustando, uma a uma, as pérolas do meu eterno viver, no tom que eu bem escolher!!
by Za
Escrito na madrugada de 30.8.2011
Para Eliana Printes, cantora de minha terra que tanto admiro.
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